A experiência cristã é uma coisa interessante.
É um bom negócio. Se Deus nos criou, à Sua imagem e semelhança, que outra pessoa saberia melhor como funcionamos e o que podemos fazer para nos sentirmos completos? Seguindo suas recomendações, podemos deixar para trás conceitos limitados, idealistas e muitas vezes irreais de felicidade.
Ao mesmo tempo, nos coloca em uma posição desconfortável na mesma medida. Jesus veio “para trazer a espada”, nos manda arrancar o olho fora, veio para colocar filhos contra pais e ainda dizer que tudo o que você faz de bom na sua vida tem o mesmo valor de um Sempre Livre usado. “Aquele que diz que não peca é mentiroso”.
Dentro do que conseguiríamos compreender, quais eram as intenções de Jesus? Criar uma baixa auto-estima que gerasse a necessidade de um Salvador? (não é muito difícil pensar nisso, se você for honesto o suficiente). Queria criar uma religião com isso? Será que ele sabia do sentimento de culpa de intrínseco ao ser humano e resolveu usar isso como mote para sua mensagem? A redenção é complementar à incompetência humana? É a muleta ideal?
Seria o papel dos cristãos transmitir a mensagem: “Arrependa-se dos seus pecados! Você está errado e é mau, mesmo que não saiba”?
A única impressão que me fica é que se mesmo depois do arrependimento sobrar culpa, algo está errado.

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